Do The Yellow Dance
If madness comes, so much the better - Touché. |
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Segunda-feira, Janeiro 31, 2005
Espetacular!!! : CONFIRMED Darwin Award: DEATH BY LAVA LAMP 28 November 2004 Washington We have a new Darwin winner, with the recent demise of a man at the hands of his lava lamp. "Why on Earth he heated a lava lamp on the stove, we don't know," said baffled police. No drug or alcohol evidence was found; Philip Quinn, 24, in his right mind, placed a lava lamp on his kitchen burner and turned up the flame. In due course, he rediscovered this favorite explosive generator of deadly shrapnel. He was found dead in his Kent trailer home, a shard of glass through his heart. -confirmed (KiroTV, CNN)
Quarta-feira, Janeiro 26, 2005
se liga aí:
Este é um still de um video que Candice me mandou. É um show do REM que ela assistiu no gargarejo (a 15 metros de Michael Stipe, 19 de Peter Buck) em Portugal, e nesta hora eles tão tocando Losing My Religion. As setinhas indicam pessoas segurando seus celulares pra tirar foto e/ou ligar pros amigos, e dizer "xcutaí, xcutaí!" em 30 segundos, contei uns 9. OBRIGADO, CANDY!
pickering (picaretagem) Fizeram um documentário, que está disponível pra ser assistido no site do cara, sobre os 10 anos do Mellow Gold. Eu vi e achei o pipoco. Tem três partes - a primeira fala de Beck antes do Mellow Gold, a segunda fala da gravação do disco e dos clipes (loser, beercan, pay no mind), a terceira fala da tour do Mellow Gold. Dia desses disseram que o documentário estava no dvd da nova edição de uma revista inglesa chamada Special Ten. Fui ver o que tinha na Special Ten, e tinha também: - um documentário sobre a gravação do Medúlla - uma entrevista com o desenhista dos Gorillaz - Um clipe de Bonnie "Prince" Billy (que eu já tinha assistido) dirigido por Harmony Korine Comprei. Demorou uma tuia e chegou. Quando chegou: - o doc de Björk era de 5 minutos e sem nenhuma entrevista, narração ou algo que o valha - só tem a parte 2 do doc de Beck - tem uma porra de um release em vídeo de uma banda merda chamada Nouvelle Vague, que se diz bossa nova porque toca cover de erasure, cure e love will tear us apart no violão. mas - outros clipes são quase todos bons, incluindo um sinistro do Múm, que eu nunca tinha nem ouvido - tem um comercial foderoso da honda ("hate is good, hate is fun...") vou botar essa coisa pra rodar no telão quando eu for fazer VJing...
Segunda-feira, Janeiro 24, 2005
Durante este fim de semana, graças a meu irmão que ainda tem paciência de fuçar quadrinhos, eu li Gen - pés descalços. É uma história em quadrinhos japonesa publicada em 1973/74 que conta a história quase autobiográfica de um menino que sobreviveu à bomba atômica de Hiroshima. Embora já tivesse lido o livro Hiroshima, que é uma reportagem do New Yorker que segue a vida de seis sobreviventes e ganhou o prêmio pulitzer, e embora a linguagem dos mangás seja bem infantil e estilizada, é impossível não ficar cabisbaixo, melancólico, depressivo, mórbido, sorumbático, ensimesmado, encafifado, borocoxô... jururu. O quadrinho inspirou até adaptações da obra para o cinema e para a ópera. Parece que o desenho é realmente a forma mais eficiente de apresentar lembranças. Melhor de que a palavra escrita, melhor do que o cinema. Gen inspirou Art Spiegelman a desenhar MAUS (relato sobre a vida do pai judeu e polonês, que foi capturado por nazistas durante a segunda guerra), e ambos inspiraram Joe Sacco em suas reportagens em quadrinhos sobre a Palestina e Gorazde. Por sinal, semana passada assisti a A Lista de Schindler e julguei uma obra medíocre se comparada a MAUS.
Quinta-feira, Janeiro 20, 2005
Terça-feira, Janeiro 18, 2005
Ontem eu fui no Garraffu's pra jantar (É, tem uma bixiga de eu queijo provolone no forno lá, que é pra se fuder - literalmente inclusive, que hoje eu acordei com um enjôo arretado de queijo. Quem pediu primeiro na minha frente foram Amanda e Bira, que por sinal eu nunca mais vi. Acho que a última vez foi na última apresentação do Re:Combo no Panquecas e Saladas. Essa agonia de querer jantar esse negócio eu comecei a ter depois que Dulce falou dos vários tipos de refeições que têm com queijo na França, desde queijos crus com vinho, até uns queijos que são servidos em um negócio parecido com um berço com uma churrasqueira elétrica em cima, que derrete o queijo e você derruba no prato. Hoje de manhã eu acordei com vontade de mandar irem à merda todos os queijos fedorentos da França. Porra, só de falar nesse queijo do Garraffu's já me deu vontade de comer de novo. Ele vem derretido, vc enrola no garfo e come com torradas, acho ideal pra comer tomando cerveja. Meu pai descobriu ano passado que tem uma doença do sangue, que acumula muito ferro. Uma das recomendações do médico pra melhorar disso é não beber álcool comendo carne - estranho, né? A gente fez exame de sangue e o único que tem tendência a ter esse negócio também sou eu. Se no futuro esse troço se desenvolver acho que esse queijo derretido do Garraffu's vai ter um papel crucial na minha vida.) e tinha uma galera filmando um programa de talentos musicais, fazendo playback. Bizarro.
Os projetos recentes: - Re:Combo no Porto Musical - Vender minhas bagaceiras - Criar coragem pra voltar a vir pro trabalho de bicicleta - Vender meu carro depois que ele voltar do conserto - Comprar uma rural azul e branca que eu vi pra vender
Segunda-feira, Janeiro 17, 2005
Cacete. Esses caras trabalham em um café. Se inveja matasse.. Melhor do que isso, só trabalhar em Zezinho.
Sexta-feira, Janeiro 14, 2005
Após anos de bom trabalho, meu fone de ouvido começou a fuleirar. O canal da direita está chiando. É um bom fone, custou 10 reais em 2001. Por que, ó, deus, por quê? O fone que eu uso em casa é um yamaha descontinuado, de 1987, acho. Tão bom que a gente tem dois.
Quinta-feira, Janeiro 13, 2005
Quarta-feira, Janeiro 12, 2005
Estou acabando de ouvir With The Lights Out, a caixa de outtakes do Nirvana. O disco do Nirvana que eu mais gosto é o In Utero, e muito me interessam os b-sides e músicas que não entraram nele. InfeliZmente tem bem poucas. Quase acabando a caixa, tem as últimas músicas que Kurt fez: You Know You're Right e Do Re Mi, só com ele cantando no violão. You Know You're Right ficou conhecida de todo mundo na versão tissunami-de-overdub que saiu alguns anos atrás. Do Re Mi me lembrou as gravações das músicas que Syd Barrett nunca tocou com uma banda. Talvez Do Re Mi tivesse saído no disco que Kurt estava conversando de gravar com Michael Stipe. Talvez. Nó na garganta aretado. Baixem ou me peçam que eu mando. A letra tá aqui: Do Re Mi If I may And if I might Let me down We'd be And if I say What it's like I might be Dreaming If I may What is right Some may time To see me bleed Those years in is wanted And phrase from his pocket And chains holding the wind Life long dream Dream Do re mi If I may And if I might Wake me up And see me And if I do And if I like Find me out And see me And if I may Cold as ice I might have to See me dream The rays in his socket And phrase for his moment The chase on his socket I will need Dream Do re mi Wish me good Wish made light Find me down The seas On their way Just be quiet Follow hate Read me Yellow whale If I side Sink me how The TV If I may If I might Go to gut To bleed me And praise in his pocket Rays from his warm lip Chase from his owner In my tea Do re mi Don't rape me
Cara, tou cansado de acordar. Desde que acabaram minhas férias eu só faço acordar. Não é só uma vez por dia não, é o dia todo...
Terça-feira, Janeiro 11, 2005
When I'm lyin' in my bed at night I don't wanna grow up Nothin' ever seems to turn out right I don't wanna grow up How do you move in a world of fog That's always changing things Makes me wish that I could be a dog When I see the price that you pay I don't wanna grow up I don't ever wanna be that way I don't wanna grow up Seems like folks turn into things That they'd never want The only thing to live for Is today... I'm gonna put a hole in my tv set I don't wanna grow up Open up the medicine chest And I don't wanna grow up I don't wanna have to shout it out I don't want my hair to fall out I don't wanna be filled with doubt I don't wanna be a good boy scout I don't wanna have to learn to count I don't wanna have the biggest amount I don't wanna grow up Well when I see my parents fight I don't wanna grow up They all go out and drinking all night And I don't wanna grow up I'd rather stay here in my room Nothin' out there but sad and gloom I don't wanna live in a big old tomb On grand street When I see the 5 o'clock news I don't wanna grow up Comb their hair and shine their shoes I don't wanna grow up Stay around in my old hometown I don't wanna put no money down I don't wanna get me a big old loan Work them fingers to the bone I don't wanna float a broom Fall in love and get married then boom How the hell did I get here so soon I don't wanna grow up não quero mais trabalhar.
Quarta-feira, Janeiro 05, 2005
Quando eu conversei com o mestre, disse que achava muito parecida uma ilha que ele havia desenhado em uma de suas histórias com Fernando de Noronha. O mestre disse que isso acontecia muito na vida dele. Era muito comum as pessoas dizerem que haviam acontecido em suas vidas coisas que ele inventou em seus quadrinhos. A entrevista coletiva com o mestre foi no minúsculo e malcuidado Teatro do Arraial, coalhado de nerds esbaforidos. O mestre foi simpático e paciente com as perguntas redundantes. Ele disse que desenhava duas páginas por dia, e, quando esteve no Japão, perguntou a um desenhista de mangá quantas páginas ele fazia. O mangazeiro disse "seis". Ele fugiu do Japão no primeiro vôo disponível. O mestre não foi somente um gênio inalcançável. Ele foi realmente um professor, escreveu obras sérias e conceituadas sobre arte sequencial. O mestre é foda. O aperto de mão do velho mestre era firme como deve ser o do super-homem. Descanse em paz, Will Eisner. |